quinta-feira, 16 de junho de 2011

Vai pesar o dia em que me abater, doentio,
Mas tendo você ao meu lado, não se abrirá a ferida,
Não será nada além do frio.
Velhor e cansado, não vai adiantar o ser ou estar,
Só restará o ter sido – tecido retorcido –
Mas não desaprenderei a amar, e vou
Reconhecer o teu cheiro, embebido,
Nas colônias de um amor senil,
Embevecido nesse cheiro, permanecerei.

Vou adorar o momento em que, no ocaso da vida,
Quando sentares ao meu lado e disseres, ao moribundo:
Vistes, valeu a pena cada segundo,
Tua morte se justifica e ainda há amor no mundo
Com o peso das tuas chagas, com o sangue das feridas.

Não lamentarei, não me ocuparei de refletir, mas
Saberei no exato instante, que realmente,
Fui feliz...

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